sábado, 28 de janeiro de 2017

Poem 02

As verdades
A percepção da realidade
Como eu me vejo perante a sociedade
Os vários significados para a mesma coisa
Gostos pessoais
e mais verdades
As formulas prontas
para assuntos diferentes
As ambiguidades
Os olhares ternos
do gatinho macio
As cores
Os cheiros
Tudo que me diferencia de você
e ao mesmo tempo nos torna iguais.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Poem 01

A impulsividade

me deixa quase que totalmente irracional
uma partezinha briga aos socos e empurrões
uma pausa
raciocinio
respira
sorri
Hora de focar em mim
música clássica
violinos
estações
vem de novo,
aquele maldito barulho ao digitar
o que?
pra quem?
seu puto
vai embora!!!
pega tuas tralha e vaz daqui
não diz
.
respira
sorri
gatinho macio olhando pra mim
será que ele escuta meus pensamentos?
eu sempre quis demonstrar isso que se passa na minha cabeça
dançando
mas me faltou muitas coisas, ou melhor
eu faltei muito com as coisas
pelo menos agora eu posso escrever
talvez não seja uma fase tão ruim assim.

Note 02

A pouco tempo foi me apontado um movimento repetitivo que eu faço que até então não tinha tido devida clareza, que foi o fato de que eu desisto muito fácil do amor.
Não sei bem quando ou onde e nem por que isso começou, mas a primeira lembrança que tenho disso gira mais ou menos em torno dos meus 10 anos, quando uma atitude do meu pai me fez pensar que não valia a pena amá-lo.
A vida seguiu, muitos amores e desamores aconteceram desde então e percebi que a maioria era sempre lavado de muitas lagrimas, dores, pensamentos suicidas e abandonos. Na medida em que a idade ia batendo a porta, mais eu sentia que era perda de tempo quando se tratava em amar e menos eu me disponibilizava a tal sentimento.
Teve nisso tudo até mesmo um ultimo suspiro, quando conheci o sagrado feminino e algumas pessoas que praticavam verdadeiramente o amor genuíno a tod@s e a tudo. Nesse tempo eu senti o amor muito forte e acreditei mesmo que tudo poderia ser modificado através dele. Me dediquei a gratidão das coisas todas, não precisava mais escutar rock pesado nos fones de ouvido pra desestressar, o amor estava curando e fazendo o possível para florear meus caminhos.
Até que a racionalidade extrema bateu a minha porta.
No inicio eu achei que não ia durar, imagina eu o ser mais emocional, impulsivo que eu conhecia, de repente começar a tomar decisões através da razão, agindo do lado da conveniência. Essa não era eu. Não era. Mas passou a ser.
Ultimamente tenho tentado esmiuçar meus sentimentos e atitudes, afinal não é disso que se trata a terapia? E esse ponto vai e vem quase sempre.
Eu desisti do amor.
E confesso que não foi conscientemente.
Eu olho pra dentro de mim e nada. Nadica. Não sobrou um pouquinho nem pra contar história.
Eu olho pro meu companheiro. Poxa eu arrumo tantos defeitos para não poder amá-lo. E tantas conveniências para permitir que ele ainda permaneça.
Eu conheço os casais apaixonados, nada daquilo me faz sentido, tudo parece mentira, tudo parece falso. Eu não consigo mais atribuir a palavra amor a coisas efêmeras. O amor não me parece nada passageiro. Mas existe coisas que duram pra sempre?
O amor é atribuído a quem se apaixona mas a paixão me parece algo tão falho.
A paixão que é cega e não o amor. O Amor nem olhos tem.
Entendendo que a verdade é verdade apenas para mim, penso por que o outro pensar diferente tanto me incomoda?
Bom acho que por hoje podemos ficar por aqui.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Note 01

Minha cabeça é tão desorganizada que eu criei o blog, fui ao banheiro e voltei, e já esqueci a ideia que eu tive para iniciá-lo.
Bem essa desorganização mental acabou sendo uma das demandas principais da terapia que iniciei a quase dois meses.
De início eu não tinha muita certeza do que eu estava indo fazer lá, só sabia que tava mais que na hora de consertar umas coisas na vida, pois a autodestruição já tava num nível que os destroços estavam espirrando e atrapalhando as outras pessoas ao redor também.
Ir no divã é meio estranho né, a gente entra naquela salinha simpática, com aquela pessoa simpática olhando pra você esperando um monte de coisa doida sair da sua boca e aquele sofazinho... Confesso que não me atrevi deitar nele ainda, estou esperando pro momento certo e imagino que terá lagrimas e gritos e desespero e quase um pulso cortado, enfim enquanto isso não acontece eu sento ali na poltroninha mesmo de frente pra pessoa e conto minhas coisinhas que alias, quanta coisinha chata e sem graça não é mesmo?
A gente nasce, cresce e daí vem aquela ilusão que somos importantes pro mundo, talvez o excesso de zelo da mãe faz a gente acreditar nisso né, dai você pensa que suas ideias são interessantes e que tem alguém interessado no que você tem pra contar e quando se dá conta até você mesmo dorme enquanto fala do seu dia-dia, suas dores e seus montes de nada.
Uma amiga sempre me falava: "a vida é sem graça, por isso que quando eu vou contar um fato eu modifico ele pra ficar interessante". Eu achava isso absurdo! Como assim? Mentirosa! Falsa! Quanto desserviço pro mundo! Sei lá, acho que hoje to conseguindo entende-la melhor.
Pois bem, tem dias que saio de lá (terapia) aliviada, maravilhada, me sentindo poderosa. Ah e quando tem choro!!! Adoro chorar! Dá sempre aquela sensação que tá limpando e curando e que algo está se resolvendo. Mas ontem... ontem eu sai com a impressão que minha vida é bem sem graça e que a minha confusão mental é tal que nem organizar meus problemas eu consigo. Eu nem sei que problemas eu tenho! Eu tenho problemas?
Sei lá o que foi, só sei que me invadiu um marasmo que até agora não consegui reagir. Pra piorar os dias cinzas podem ter chegado ao fim dando lugar pra dias azuis ensolarados. Preguiça de dia azul que eu tenho, quero dia cinza! Até sai acinzentada pra incentivar as nuvens, mas até agora nada.
A primeira coisa que aprendi com a terapia foi que pre-ocupar-se é se ocupar de nada e procrastinar pode não ser tão cheio de vazio, bom acho que por hoje podemos ficar por aqui.